Coité – Agricultores escolhem Irmã Dulce como padroeira de comunidade e buscam ajuda para construção da igreja
Pelo que se tem conhecimento a comunidade de Brejo a 7 km da sede de Coité é a primeira a escolher a freira como padroeira no Brasil
Vinte famílias de agricultores residentes na Comunidade de Brejo, distante 7 km da sede de Conceição do Coité, escolheram em 08 de março de 2011, em uma reunião realizada na residência de Maricélia Silva Oliveira, a beata Irmã Dulce, conhecida como Anjo Bom da Bahia, agora Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, como padroeira, tornando-se a primeira comunidade na Diocese de Serrinha a reverenciar a freira baiana.
Maricélia contou que o desejo dos moradores era reverenciar uma mulher e naquela época existia uma grande movimentação da Igreja católica em torno da beatificação, ato realizado dois meses depois da decisão dos moradores em ter como padroeira. Conhecedora da história da beata, a agricultora lembrou o ato de beatificação realizado em Salvador no dia 22 de maio de 2011 presidido pelo enviado especial do então Papa Bento XVI, Dom Geraldo Majella Agnelo, arcebispo emérito de Salvador, o Calila Noticias esteve lá confira.
Na história da beata, existem casos ocorridos nos Estados de São Paulo, Ceará, Sergipe e Bahia, são considerados os mais contundentes da intercessão de Irmã Dulce e, caso sejam avaliados como inexplicáveis pelos estudiosos, serão enviados para o Vaticano, para apuração dos peritos. É necessária a comprovação de mais um milagre para que a religiosa possa ser canonizada. O agricultor Josafá Pereira de Oliveira, 53 anos,(dest.) conheceu a beata padroeira da sua comunidade e em 1991 foi atendida por ela ao solicitar alguns exames e diversas vezes ao viajar para Salvador, levou leite para a religiosa.
Os devotos da beata tem o hino em louvor à religiosa na “ponta da língua” e dentro da Igreja, cuja construção está em “ponto de madeira”, reza para conseguir ajuda para sua conclusão. Segundo Dandinho, todo recurso investido foi resultado de atividades tipo, bingo, sorteio e doações, mas a situação se agravou por causa da seca que assolou o município e foi obrigado a paralisar. “Nosso sonho é que uma alma boa, inspirada em Irmã Dulce possa ajudar a terminar nossa Igreja e termos um lugar onde possamos rezar realizar as catequeses e celebrações de missas”, externou.
Foram investidos até o momento aproximadamente R$ 6 mil e estima-se, segundo a comissão responsável pela obra, R$ 30 mil para a conclusão.Sem cobertura e sem piso, as celebrações e reuniões vêm acontecendo na sede da associação comunitária que fica ao lado e também está sem ser concluída, mas possui cobertura e piso. Dandinho acredita que não irá demorar sua conclusão, pois todas da comunidade estão inspiradas na religiosa que por mais de cinquenta anos se entregou à caridade e amor ao próximo entre os diversos estabelecimentos que fundou o Hospital Santo Antônio, capaz de atender setecentos pacientes e duzentos casos ambulatoriais.
Outras características da comunidade
Por: Valdemí de Assis / fotos: Raimundo Mascarenhas
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